02 - UMA HISTÓRIA DE AMOR

Renato passava com o seu velho carro e quase nao viu uma senhora, com o carro parado no acostamento. Chovia forte e já era noite. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tao novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma? Ele nao parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse:

-Eu estou aqui para lhe ajudar madame, nao se preocupe. Por que nao espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Renato.

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era ruim o bastante.

Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das maos. Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de Sao Paulo e que só estava de passagem por ali e que nao sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Renato apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato nao tivesse parado e ajudado. Renato nao pensava em dinheiro, aquilo nao era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. E respondeu:

-Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, de para a pessoa a ajuda de que ela precisar. E acrescentou: e lembre-se de mim.

Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.

Alguns quilômetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante. Entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho nao pode apagar. A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela nao deixou a tensao e as dores mudarem a sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tao pouco podia tratar tao bem a um estranho. Entao se lembrou de Renato. Depois que terminou a sua refeiçao, e enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.

Já tinha partido quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de R$ 100. Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:

- Voce nao me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando. Se voce realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, nao deixe este círculo de amor terminar com voce, ajude alguém.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiro para encher, e pessoas para servir, e a garçonete voltou ao trabalho.

Aquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebe que estava para nascer no próximo mes, como estava difícil! Ficou pensando na bençao que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

-Tudo ficará bem; eu te amo Renato !

Pense nisso, e se voce quiser me pagar por este e-mail, retransmita-o aos seus amigos e nao deixe isto morrer com voce.

"O poder pode ser alcançado por meio do conhecimento, mas só o amor nos leva a perfeiçao".

Autor desconhecido